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Alunos e Professores do ITF glorificam a Deus com uma celebração solene em honra a Santo Antônio


 
 
 
Luogo:
Data: 20/06/2012
 
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14/06/2012

Alunos e Professores do ITF glorificam a Deus com uma celebração solene em honra a Santo Antônio

Por Frei Sandro da Costa, OFM

Petrópolis (RJ) – O Instituto Teológico Franciscano, abrigando a Faculdade de Teologia da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, não poderia deixar de celebrar Santo Antônio, santo tão querido do povo brasileiro.

Santo Antônio de Pádua (ou de Lisboa) foi o primeiro professor de teologia da Ordem Franciscana. O próprio São Francisco de Assis, sabedor de suas capacidades intelectuais, e, sobretudo, conhecendo sua santidade de vida, chamando-o de “meu bispo” convidou-o para ensinar a sagrada teologia a seus frades: “Frei Francisco a Frei Antônio, meu bispo, saudações. Apraz-me que leias a Sagrada Teologia aos frades, contanto que dentro desse estudo não extingas o espírito da santa oração e devoção, como está contido na Regra”.

No dia 13, todos os estudantes foram convidados a celebrar as Laudes solenes de Santo Antônio, na capela do ITF. Presidiu este momento celebrativo Frei Marcos de Andrade, professor de liturgia, auxiliado por dois estudantes. Frei Marcos partilhou com os presentes uma bela reflexão, a partir das leituras propostas.

Segue a reflexão:

- Caros irmãos e irmãs, especialmente estudantes e professores do Instituto Teológico Franciscano!
Gostaria de sugerir alguns pensamentos que me vieram, em forma de meditação, a partir das leituras que acabamos de ouvir.

1. “A sabedoria é contemplada por aqueles que a amam, e é encontrada por aqueles que a procuram.” “É um tesouro inesgotável para os homens; os que a adquirem atraem a amizade de Deus.”

2. O que significa sabedoria, que tesouro inesgotável é esse?
O significado da palavra, do latim:
• sapientia, ae – aptidão, capacidade, saber, mas também prudência, bom senso;
• sapiens, entis – sensato, prudente, que tem experiência (saber, sábio);
• Sapio, is (verbo) – ter gosto, ter sabor, ter discernimento etc.;
• Em italiano se diz saggezza para sabedoria, de sagio, is – ter grande sutileza de sentidos, ter olfato apurado.

3. S. Tomás de Aquino: “Há pessoas que desejam saber só por saber – isso é
curiosidade; outras, para alcançarem a fama – isso é vaidade; outras, para enriquecerem com a ciência – isso é um negócio apenas; outras, para serem edificadas – isso é prudência; outras, para edificarem os outros – isso é caridade.”

4. Em grego:
• Sofia - habilidade, bom senso, discernimento;
• Sofòs (sábio) - perito, hábil, prudente, profundo;
• Aristóteles, por exemplo, na Ética a Nicômaco, descreve a palavra Sofia como a habilidade para agir de uma maneira acertada; capacidade de discernir pela experiência aprendida no cotidiano...

5. Portanto, em última análise, a palavra sabedoria não está relacionada com inteligência ou esperteza ou a um saber dissociado de uma experiência. Tem a haver com um modo de saber que se dá no experimentar, saborear, e que, em cada passo dado, permite fazer crescer na compreensão do sentido da existência, dando uma identidade que transparece no modo de ser e agir, isto é, nas obras.

6. Por isso, no trecho do sermão que ouvimos a pouco, Santo Antônio nos revela as palavras de um sábio teólogo, de alguém que faz do estudo da Palavra de Deus ou do saber teológico um caminho de experiência de Deus. É o que chamamos de vivência evangélica: “a palavra é viva quando são as obras que falam”. E Continua ele: “Cessem, portanto, os discursos e falem as obras. Estamos fartos de palavras, mas vazios de obras. Diz S. Gregório: ‘Há uma lei para o pregador: que faça o que prega’. Em vão pregará o conhecimento da lei quem destrói a doutrina por suas obras.”

7. Por isso, cabe-nos suplicar: que nossas obras sejam palavras vivas; que a Palavra (Verbum) possa ser lida em nossas obras e em nosso modo de ser no mundo! “Supliquei, e veio a mim o espírito da sabedoria!”.

8. Assim, no dia em que rendemos graças a Deus por S. Antônio, poderíamos afirmar que nosso estudo da teologia e nossa pregação devem ter esse modo de ser e de compreender, capaz de transformar vidas, as nossas vidas. Pois, o estudo da teologia não é um mero exercício intelectual, uma especulação vazia, mas possui um espírito:
“A letra mata e o espírito vivifica. São mortos pela letra aqueles religiosos que cobiçam só saber palavras ... São mortos pela letra aqueles religiosos que não querem seguir o espírito da divina letra, porém só cobiçam saber palavras e interpretá-las aos outros. E são vivificados pelo espírito da divina letra os que não atribuem ao corpo toda a letra que sabem e cobiçam saber, mas pela palavra e pelo exemplo deixam-na ao Altíssimo Senhor Deus de que é todo o bem" (Adm 7).

9. Por isso, S. Francisco também pede a Antônio: ensine “a sagrada teologia aos irmãos, contanto que, nesse estudo, não extingas o espírito de oração e devoção”. Também nós, somente assim, jamais deixaremos de “discernir tudo o que é bom”, conforme nos diz 1Ts 5,19.

10. “Portanto, o empenhar-se espiritualmente no estudo da Sagrada Teologia, com devoção e oração, exige o contínuo esforço para se manter vivo o sabor do espírito e, sem a posse desse espírito, não pode nem sequer acontecer a verdadeira teo-logia e, muito menos, a Verdade Teológica. Pois, o ‘espírito da oração e devoção’ é o que unge o coração do teólogo, assim como unge o coração do religioso, nos mais diferentes ofícios que ele desempenha dentro da fraternidade: seja no trabalho, na oração, no estudo e na pregação. Em tudo e por tudo deve estar presente a unção vital do espírito para se poder transmitir retamente espírito e vida” (Frei Fidêncio Vanboemmel).

 

11. A verdadeira busca do saber (sapere) teológico sem perder o espírito de oração e devoção tem a ver com nosso corpo, mexe com ele, transforma-o em obras, em experiência, em busca contínua de um caminhar num sentido cada vez mais essencial e radical. É a busca da sapientia. Por isso, que“nosso desejo de instrução seja para amar a Sabedoria” (1ª leitura); que S. Antonio seja o exemplo para todos nós do ITF.

12. Concluo em forma de oração com Pio XII na sua carta apostólica em que S. Antonio foi proclamado doutor (16.01.1946):
“Exulta, ó feliz Lusitânia; regozija-te, ó feliz Pádua, porque a terra e o céu vos deram um homem que, qual astro luminoso, não menos brilhante pela santidade da vida e pela insigne fama dos milagres do que pelo esplendor da doutrina, iluminou e continua a iluminar todo o universo!”
(Reflexão apresentada por Frei Marcos A. de Andrade OFM -13.06.2012)

 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
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